22/05/11

JULIETA FERREIRA



 
Procuro-me
Na encruzilhada que me habita
Desconheço-me
Na nulidade do tempo apagado
Persigo-me
No vazio do amor desfeito.
A noite abate meu querer
Arrefece meus sonhos parados
Deixa rasto de perfídia
No sufoco gélido da escuridão.
Viajo no sabor gélido do medo
Paralisada de mim a vontade
Perdida no desfalecer dos sentidos
Fraquejo na luta por encontrar-me
Naquele amor que já não renasce
Porque há muito foi sepultado.
Se eu fosse quem persigo
Se eu sentisse o que fui
Se eu conhecesse quem pareço
Se eu soubesse o que sinto
Se eu descobrisse quem sou...



O meu poema…
Silêncio de mistérios desenhado
É pássaro que vive sem prisão
Melodia de sentir descuidado
Jasmim, doce vinho, rubra canção.


Partiu da Austrália onde esteve emigrada vários anos e
 radicou-se definitivamente em Portugal - Lisboa.
Lisboa e quem ama a poesia estão de parabéns,
Julieta é uma grande poetisa, ama Lisboa, e,
 para além de um ser humano muito bonito,
é uma linda mulher.


5 comentários:

Toni Barnils disse...

Sentimientos con forma de ternura, puedem ser de otra manera?
Besos y copañía

Julieta Ferreira disse...

Muito obrigada, Céu. Esta foi uma surpresa que me tocou imenso!! :)) Um grande abraço.

lola disse...

http://nsa20.casimages.com/img/2011/05/24/110524080053316279.jpg

Muchas felicidades por esta página maravillosa.
Te deseo todo lo mejor

Un abrazo

A.S. disse...

Ler-te... é um doce fascinio!

Beijos!
AL

María R. disse...

Hola Rosário! Precioso tu blog. Te sigo!
Gracias por acompañarme en mi blog.

♥♥♥Besos!

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