03/03/14

ANA MARIA DOMINGUES




Chegas.
Desces...em segredo
todo o desejo
que navega nesse rio – agradecido!


Bem sabes…
do voluto hálito dos Deuses
desejando o resquício do fruto,
amoníaco da dança à nossa própria imagem
Hoje
e sempre instalado na fragilidade
da nossa pele
todo o Amor que a compõem.


Obrigado por vires até mim!







Não te peço mais nada. 
Basta-me este espaço entre as minhas mãos e as minhas palavras.
 Ou este espaço entre os meus dedos e os meus gestos,
 inaugurados em bocadinhos de ternura por elas. Seguramente calmas.
 Suaves. Risonhas. Com a leveza do colorido dos teus olhos. 
Entre o algodão e o indizível! Sem dar por isso. Por mim, por ti, 
pelo facto do meu mundo ser assim...
Sopra-me só como o vento pousado no teu peito. 
E deixa-me sem rumo. Deixa-me ser peixe. 
Toma -me num lugar qualquer do outro lado-do-mundo.
 Leva-me enquanto durmo nua nos teus beijos.

Já despi a minha roupa…

e as aves
essas, Amor já cantam
em cada canto
só para nós! 



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