Chegas.
Desces...em segredo
todo o desejo
que navega nesse rio – agradecido!
Bem sabes…
do voluto hálito dos Deuses
desejando o resquício do fruto,
amoníaco da dança à nossa própria imagem
Hoje
e sempre instalado na fragilidade
da nossa pele
todo o Amor que a compõem.
Obrigado por vires até mim!
Não te peço mais nada.
Basta-me este espaço entre as minhas mãos e as minhas palavras.
Ou este espaço entre os meus dedos e os meus gestos,
inaugurados em bocadinhos de ternura por elas. Seguramente calmas.
Suaves. Risonhas. Com a leveza do colorido dos teus olhos.
Entre o algodão e o indizível! Sem dar por isso. Por mim, por ti,
pelo facto do meu mundo ser assim...
Sopra-me só como o vento pousado no teu peito.
Sopra-me só como o vento pousado no teu peito.
E deixa-me sem rumo. Deixa-me ser peixe.
Toma -me num lugar qualquer do outro lado-do-mundo.
Leva-me enquanto durmo nua nos teus beijos.
Já despi a minha roupa…
e as aves
essas, Amor já cantam
em cada canto
só para nós!
Já despi a minha roupa…
e as aves
essas, Amor já cantam
em cada canto
só para nós!



